PGM

PEQUENOS GRUPOS MULTIPLICADORES – PGM

 A) O QUE É UM PEQUENO GRUPO?

   Um grupo de pessoas que se reúne semanalmente?
   Um “corpo” de crentes experimentando comunhão em Cristo?

• Uma família cuidando uns dos outros e estendendo o amor de Cristo?

B) DEFINIÇÃO DE PGM:

Um grupo de pessoas, que se reúne semanalmente para louvar, adorar e glorificar a Deus fortalecendo os relacionamentos para experimentar o pastoreio mútuo e o evangelismo. A PG precisa ser vista também como uma família usada por Deus para acolher, cuidar e transformar vidas pelo poder do Espírito Santo e onde Deus é louvado, adorado e glorificado. “Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seus corações.” (Colossenses 3.16).

C) ETAPAS NA VIDA DE UM PGM:

  • Nascimento: A forma mais comum é por meio da multiplicação onde um PGM origina dois PGM. Um PGM pode nascer também por meio de uma pessoa que inicia encontros com pessoas as quais possui afinidade, como amigos, colegas de trabalho ou familiares.
PGM Cronograma 02 Crescimento: Em sua caminhada, o PGM saudável vai alcançando, amando e cuidando de pessoas a cada encontro. Visitantes são trazidos e começam a participar do grupo e cada vez mais pessoas vão se envolvendo na administração do grupo, promovendo uma comunhão madura e sólida.
 Maturidade
 Multiplicação: A multiplicação é o resultado direto do crescimento numérico do PGM. Com o crescimento o PGM alcança seus limites que estão relacionados à capacidade física dos lares onde acontecem os encontros e da limitação da participação verbal de todos no encontro decorrente da quantidade de participantes. É um momento de celebração, pois com a multiplicação existe a possibilidade de levar a salvação em Cristo para mais pessoas. “Assim as igrejas eram fortalecidas na fé e cresciam em número cada dia” (Atos 16.5).

D) OBJETIVO DO PGM: 


PGM Cronograma

IGREJA MULTIPLICADORA

A VISÃO DE IGREJA MULTIPLICADORA

MAS RECEBEREIS PODER QUANDO O ESPÍRITO SANTO DESCER SOBRE VÓS; E SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS, TANTO EM JERUSALÉM COMO EM TODA A JUDEIA E SAMARIA, E ATÉ OS CONFINS DA TERRA” (ATOS 1.8)

A missão que os discípulos receberam do Senhor Jesus foi clara e objetiva: fazer o maior número de discípulos de todas as nações, de Jerusalém até os confins da terra, enquanto Ele não retornasse para buscar a sua igreja no grande dia da sua volta triunfal.
Em Atos 1.8, o Senhor Jesus explicita de forma contundente o que o Espírito Santo iria fazer e o que Ele esperava de cada discípulo. O Espírito Santo daria poder e os discípulos testemunhariam. O testemunho do crente seria uma consequência natural do poder do Espírito Santo em sua vida. Nenhuma oposição humana ou diabólica poderia impedir o avanço desse movimento de multiplicação de discípulos em todo o planeta Terra, pois o Espírito de Deus é quem estaria no controle de tudo. Essa combinação do poder de Deus e do testemunho dos cristãos mudaria para sempre a história da humanidade. Esse rastilho de pólvora aceso em Jerusalém incendiaria o mundo e chegaria até nós.
Qual era a chave dessa estratégia poderosa que impactou e transformou tantas vidas em tão pouco tempo e proporcionou um crescimento exponencial à igreja? Se investigarmos bem o Novo Testamento, veremos no dia a dia dos discípulos que tudo girava em torno de cinco princípios bíblicos: oração sem cessar, evangelização discipuladora, plantação de igrejas, formação de líderes multiplicadores e compaixão e graça.

1º PRINCÍPIO – ORAÇÃOimg 01

A oração não era eventual para os momentos de crise, nem casual no dia a dia da igreja no Novo Testamento. Ela fazia parte do estilo de vida da igreja. Eles oravam em todo o tempo sem cessar. Hoje ora-se muito pouco em comparação com a igreja do Novo Testamento. Preocupa-nos quando passamos por tantas igrejas em nosso país e percebemos que, embora haja exceções, os cultos e reuniões de oração geralmente são os menos frequentados. A visão da Igreja Multiplicadora busca desenvolver a prática da oração de forma mais intensa e contínua na vida de cada crente, na família, na vida dos líderes e na igreja local. Muitas vezes o povo de Deus parece que não tem motivação para orar e buscar a face do Senhor. Sem oração nada acontece.

2º PRINCÍPIO – EVANGELIZAÇÃO DISCIPULADORA
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Os discípulos compartilhavam as Boas-Novas em tempo e fora de tempo, estabelecendo relacionamentos discipuladores e usando várias estratégias de acordo com o contexto social. O processo de evangelização estará incompleto se não andarmos algumas milhas com as pessoas, compartilhando-lhes verdade e vida. A Evangelização Discipuladora consiste na comunicação do Evangelho aliada ao relacionamento discipulador, que é o relacionamento intencional de um discípulo com outra pessoa visando torná-la outro discípulo, vivenciando as três dimensões do discipulado: chamar, agregar e aperfeiçoar discípulos multiplicadores.

3º PRINCÍPIO – PLANTAÇÃO DE IGREJAimg 03

A multiplicação de igrejas foi uma ação estratégica coordenada pelo Espírito Santo logo no início da expansão da igreja no Oriente Médio, na Ásia e na Europa. A chamada missionária de Paulo e Barnabé, quando eles congregavam e lideravam a igreja em Antioquia, estava diretamente ligada a esse princípio estratégico: plantar igrejas multiplicadoras. Quando o Espírito Santo levou Paulo e sua equipe para a Europa, na segunda viagem missionária, começando por Filipos, a intenção era plantar igrejas naquela região (Atos 15.22 e seguintes). E foi exatamente isso que aconteceu em Tessalônica, Bereia e Corinto. Em todo lugar que os discípulos chegavam, eles buscavam, intencionalmente, plantar uma igreja. Esse princípio traduz uma estratégia necessária também para nossos dias, a fim de que, assim como foi no primeiro século, multipliquemos o número de igrejas pelo Brasil e pelo mundo.

4º PRINCÍPIO – FORMAÇÃO DE LÍDERES

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A formação de líderes multiplicadores é chave dentro dos planos do Senhor Jesus de chegar até os confins da terra com as Boas-Novas de salvação. A igreja com líderes sem visão e que não invistam na formação de novos líderes dificilmente passará de uma geração. Com a multiplicação de igrejas, inevitavelmente vai surgindo a necessidade de formar novos líderes. Durante suas viagens missionárias, o apóstolo Paulo sempre focava a formação e capacitação de novos líderes para que a igreja continuasse no seu crescente de desenvolvimento e multiplicação.

5º PRINCÍPIO – COMPAIXÃO E GRAÇA

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O Senhor Jesus sempre se compadeceu dos sofrimentos das pessoas. Ele, em vários momentos, encheu-se de compaixão diante da multidão que perecia como ovelhas sem pastor (Mateus 9.36). A igreja, noiva de Cristo, não pode fechar os olhos para as necessidades das pessoas dentro do seu raio de alcance, e até mesmo em lugares mais distantes. Percebe-se que estas igrejas, ainda na tenra idade, sabiam que o ministério a desenvolver deveria ser abrangente. E seu cuidado com as pessoas fez com que caíssem na graça de todo o povo se tornassem relevantes, impactando as pessoas com o Evangelho. São inúmeras as oportunidades para demonstramos compaixão, ministrando graça, aos que sofrem. A igreja local não pode ficar alheia e ausente diante dos desafios sociais ao nosso redor. A igreja do Senhor Jesus tem compromisso com a dignidade humana à luz dos valores cristãos.

“As igrejas eram firmadas na fé, e a cada dia cresciam em número.” At 16.5

OBS: A “IGREJA MULTIPLICADORA” NÃO É UM MÉTODO DE CRESCIMENTO DE IGREJA, MAS PRINCÍPIOS NEOTESTAMENTÁRIOS QUE NORTEIAM AS AÇÕES DE NOSSA IGREJA. ESTA VISÃO FOI APRESENTADA PELA JUNTA DE MISSÕES NACIONAIS NA ASSEMBLEIA DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA NO ANO DE 2014 E ADOTADA OFICIALMENTE POR NOSSA DENOMINAÇÃO.